Renault Captur sai de linha na Argentina e aumenta ainda as dúvidas sobre SUV no Brasil

Renault se despede do Captur na Argentina depois das vendas em queda; SUV compacto deixou de ser vendido em março deste ano e aqui segue indefinido



A Renault se despediu do Captur na Argentina, oficialmente. Depois de seis anos de mercado na Argentina, o modelo se despediu após a marca confirmar oficialmente o fim da oferta do modelo e dará mais atenção aos demais produtos da francesa. Com isso, ela continua a oferecer o Duster como o SUV compacto, que, aliás, é o único compacto da marca a ser vendido por lá, visto que Sandero e Logan também devem se despedir da Argentina e o Kwid saiu de cena antes por motivos de balança comercial.

"Na sequência do foco que colocamos na nossa gama de produção nacional, a atual gama de Captur que comercializamos desde 2016 será momentaneamente descontinuada", disse em comunicado a Renault Argentina. O site Motor1 Argentina ainda perguntou se existia a possibilidade de retorno para a Argentina e a marca disse que "por enquanto isso não está sendo avaliado". Feito em São José dos Pinhais (PR), o Captur era exportado para quase todos os mercados vizinhos.

Mas, desde a guerra na Rússia e na Ucrânia, seu destino na região também foi colocado em cheque. Isso porque parte dos componentes do SUV vinham da Rússia, de onde ele também era produzido como Kaptur. Desde então não se tem informações sobre a permanência em linha do carro no nosso mercado, sendo o único veículo no Brasil que seria afetado pelo conflito. Recentemente surgiu rumores do Jornal do Carro dizendo que concessionários já não aceita mais pedidos pelo Captur. Um porta-voz da Renault confirmou ao jornal que a produção do modelo ainda está em modo ativo na unidade de São José dos Pinhais (PR), mas no momento está inativa.

A linha de produção, no entanto, está mantida só a espera de uma definição se a marca vai produzir localmente as peças que eram importadas ou esse investimento não vale. A última informação sobre a produção do Captur é que a marca tinha achado uma solução para o problema. Esse seria a tentativa da Renault em nacionalizar alguns processos como estamparia e a produção de cerca de 30 peças que, de acordo com informações, estaria em fase de ser solucionado. Foi dito que a Renault conseguiu comprar um grande lote destas 30 peças dos fornecedores na Rússia, que vão garantiriam a produção do Captur por cerca de um ano a um ano e meio.



Fotos: Renault / divulgação

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