Mercedes-Benz estuda deixar de produzir automóveis no Brasil caso governo termine com incentivos
A Mercedes-Benz veio a público confirmar que a fábrica de Iracemápolis (SP) pode fechar suas portas caso o governo não tenha um plano de governo com incentivos no ano que vem. Segundo o presidente da Mercedes-Benz Brasil e América Latina, Phillip Schiemer, a operação fica bastante difícil de se manter. Fruto de um investimento de R$700 milhões, a fábrica é responsável pela produção de Classe C e GLA, que produzem no interior de São Paulo há menos de dois anos. O projeto só se tornou viável depois que o governo concedeu incentivos fiscais para marcas instalarem fábricas no Brasil com o Inovar-Auto. O programa termina no próximo dia 31 de dezembro. O atual governo pretende substituir o programa pelo Rota 2030, que ainda engatinha dentro do governo, tanto que sofreu dois atrasos. O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) não entrou em acordo com a associação das fabricantes. Em 2017, Iracemápolis (SP) produziu 7 mil unidades, muito abaixo da sua capacidade, de 20 mil unidades mensais. Segundo Schiemer, “O problema é acabar com tudo de uma vez. Nós nunca fomos favoráveis à limitação de importações, mas o fato é que fizemos uma fábrica seguindo uma política do País. Se agora vamos ficar sem nada a situação fica difícil. Não achamos que isso seja protecionismo. É preciso ter alguma vantagem para continuar a produzir aqui”. Com esse volume de produção, Schiemer diz que seria mais barato voltar a importar os modelos para o nosso mercado e sugeriu a diminuição do imposto de importação de componentes. Esse pode ser o segundo adeus da produção nacional Mercedes no mercado. A primeira vez foi com o Classe A, produzido entre 1999 a 2005 em Juiz de Fora (MG).
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